Polícia investiga fraude de médico indiciado por
omissão no RJ
Adão Crespo recebia R$ 4.542 para fazer dois plantões de 12h por semana.
Há suspeita de que médico tenha fraudado folha de ponto.
Adão Orlando Crespo recebia R$ 4.542 por mês para fazer dois plantões de 12 horas por semana, mas não aparecia no Hospital Municipal Salgado Filho há algum tempo.
A equipe teve acesso à folha de ponto do neurocirurgião. O documento registra nove faltas entre setembro e novembro do ano passado. Em dezembro, não há sequer um registro de presença. Nesta quarta-feira (9), o advogado dele afirmou que o médico já havia pedido desligamento.
O telegrama em que ele reitera o pedido de demissão foi enviado ao hospital em 31 de dezembro, dia em que Adrielly, de dez anos, teve morte cerebral. A menina foi atingida por uma bala perdida na noite de Natal e teve que esperar oito horas por uma cirurgia.
O advogado do neurocirugião disse que o médico havia avisado que faltaria ao plantão daquela noite, como já vinha fazendo. “Em um período de mais ou menos um ano para cá, ele tem lançado mão de um substituto, com a aquiescência tanto dos chefes de emergência do serviço de neurocirurgia como da própria direção do hospital”, diz o advogado Alex Souza.
A Polícia Civil abriu novo inquérito para investigar as faltas do neurocirurgião. Há suspeita de que ele tenha fraudado a folha de ponto e de que recebia sem trabalhar. “Se ele fraudava o ponto, vai responder por falsidade ideológica e, além disso, à fraude contra administração pública através de estelionato”, diz a delegada Isabela Santoni.
A Secretaria Municipal de Saúde declarou que, apesar das faltas, não demitiu Adão Orlando Crespo por falta de amparo legal. Segundo a secretaria, o Estatuto do Servidor só permite a exoneração após 30 faltas consecutivas.
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